Uma das atividades do dia 27 foi a conferência “Avaliação crítica das novas tecnologias em laboratório clínico”, apresentada por Gustavo Campana, presidente do 51º CBPC/ML, e presidida por Alex Galoro, presidente da SBPC/ML.

Um dos pontos abordados por Campana foi sobre os desafios para essas novas tecnologias. O patologista clínico destacou que é importante que os laboratórios consigam seguir a evolução da tecnologia, fazer um bom uso dela e se manterem atualizados.
“Nós costumamos dizer que algumas tecnologias são as principais tendências. Destacamos o sequenciamento de nova geração, que é a possibilidade de fazer sequenciamento de DNA de forma massiva e é o que tem avançado muito na genômica, e a automação da espectrometria de massa, que provavelmente será uma próxima onda de evolução tecnológica com melhor sensibilidade analítica, mas ainda com necessidade de automação dos processos”, disse Campana.

Durante a palestra, ele enfatizou também a importância da participação das universidades neste processo de evolução. Segundo o médico, não há desenvolvimento sem uma boa parceria com essas instituições.

“É algo que não é comum no Brasil. Podemos perceber isso quando conversamos com empresas do exterior. Eles destacam que o salto tecnológico vem de uma parceria entre uma instituição acadêmica e uma privada. A instituição privada tem um conhecimento muito grande de como desenvolver e garantir que o produto vá ao mercado, o que chamamos de acesso ao mercado. Possíveis parcerias seriam realmente grandes aceleradores de desenvolvimento de novas tecnologias no Brasil”, acrescentou.

Texto: Patricia Bernardo
Foto: Celso Pupo